04 maio 2009

Virada Cultural

Título: "Virada Cultural"
Local: São Paulo
Modelos: Anita, Carolina e multidão

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Virada Cultural

 

"Virada Cultural é um evento anual promovido desde 2005 pela Prefeitura de São Paulo com o intuito de promover na cidade 24 horas de maratona cultural (...)O grande trunfo da Virada tem sido levar atrações de primeira linha a cidadãos de todas as classes sociais, muitos dos quais nunca estiveram em um teatro ou sala de concerto anteriormente. Também tem contribuído para o renascimento do Centro Velho de São Paulo, ao levar os paulistanos para a região, que habitualmente se esvazia durante a noite."

in Wikipedia

 

Imaginem um Bairro Alto, mas maior, com ruas mais largas! E com vários pontos com palcos montados e divididos por temas: rock, pop, música popular, aulas de dança. Teatros e salas de espectaculo espalhadas por toda a cidade. Tudo isto com programação durante 24h (das 18h de sábado até às 18h de domingo) ininterruptas e totalmente grátis. Assim é a virada cultural paulista.

 

E eu, claro que fui. Por motivos logísticos (falta de meio de transporte próprio e/ou companhia) não pude ir no sábado porque à noite seria mais perigoso. Mas decidi que domingo ia de certeza, com ou sem companhia. Acordei cedo, pequeno-almoço, entretanto a Carolina (estagiária portuguesa vet também) juntou-se e lá fomos nós rumo ao centro.

 

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No palco: Zeca Baleiro, ainda durante a tarde

 

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Trapezistas: durante os concertos havia sempre trapezistas a sobrevoar a multidão

 

Confesso-me admirada com a dimensão do evento. E não é como os nossos festivais, cheio de patrocínios e barraquinhas das marcas. Aqui havia algumas barracas com pastéis e coisas típicas locais, vendedores itinerantes com bebidas, casas de banho montadas e pouco mais do que isso! Vi os concertos que queria a culminar com Maria Rita (filha da Elis Regina) que era o único nome que realmente conhecia e andei a saltitar de um lado pro outro.

 

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No palco: Maria Rita, já mais à noite

 

As ruas imundas.

Cenas de outra dimensão como pessoas (casais) em situações menos politicamente correctas (se é que me entendem) em plena via pública. Sem abrigo a dormir no meio da rua, mas quando digo no meio é mesmo no meio... alguns nem tinham movimentos respiratórios evidentes. Muitos a alucinar sob o efeito de drogas. E como cheguei às 11h do dia seguinte ao início, muita gente a vomitar e dormir pelos cantos também.

 

Mas os concertos valeram a pena e deu para desenferrujar um pouco as articulações. O saldo final é "ainda bem que fui!".

That's all Folks

1 comentário:

Ana Rita disse...

um dia intenso. uma forma bonita de se viver a cultura de uma cidade quando ela é esquecida ou posta no final da lista de prioridades.
o resto... é duro e dificil concerteza.