Título: "Filosofia dicotómica: Escrúpulos"
Local: Laboratório da parvoíce
Modelos: Anita
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Pausa no estudo. Apontamentos, sebentas e fotocópias de lado. Hora de acender o cachimbo. Hora de dactilografar (acordos ortográficos à parte) as poeirentas teclas de um portátil esquecido.
Há um assunto que há muito habita as estradas tortuosas do meu cérebro... uma vez em época de exames, a concentração de estupidez exacerba-se e a necessidade de exteriorizar certos pensamentos impõe-se!
Assim sendo, o que vos trago hoje é uma pequena reflexão acerca da tendência do povo português (e qui çá além fronteiras) em apenas se dirigir ao próximo para o ofender, deitar a baixo, achincalhar. Senão vejamos: tomando como exemplo a palavra "escrúpulos" é fácil verificar que a mesma é sempre conjugada na negativa!
- Aquele gaijo não tem escrúpulos!
[ESCRÚPULOS = hesitação de agir, com receio de errar, cuidado minucioso, demasiada susceptibilidade, remorso, repugnância; ESCRUPULOSO = aquele que tem escrúpulos, cuidadoso, exacto, recto]
Aqui surge a dúvida: não ter hesitação de agir é uma coisa negativa?? E porque não utilizamos a mesma expressão de forma a enaltecer as qualidades da outra pessoa?? Desta feita referindo-se à mesma como sendo cuidadosa, exacta, recta...
- Ui pá, aquele gaijo?? É um poço de escrúpulos!
Grito então a plenos pulmões para que fique registado o meu altruismo:
VÓS TENDES ESCRÚPULOS CAROS LEITORES!
That's all Folks